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Assembleias de mediação de conflitos estimulam o protagonismo na EMEF Assad Abdala

De modo democrático, estudantes expõem suas ideias, críticas e sugestões

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A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Assad Abdala, da Diretoria Regional de Educação (DRE) Penha, tem promovido a realização de assembleias de mediação de conflitos com alunos do Ensino Fundamental I com o objetivo de buscar encaminhamentos para questões relevantes e também estimular o protagonismo dos estudantes.

O projeto teve início no ano de 2016, quando o corpo docente foi buscar fontes e relatos das experiências de outras escolas que já faziam assembleias em sala de aula. Posteriormente, a EMEF realizou um estudo para o Projeto Especial de Ação (PEA) sobre questões relativas ao protagonismo infantojuvenil e à ideia das assembleias para tratar dos conflitos escolares.

Com esse material em mãos, os professores adaptaram o projeto para a realidade da escola e passaram a realizar assembleias onde as crianças colocam o que elas criticam, felicitam ou sugerem para a própria sala de aula e para a escola como um todo.

Na assembleia, os assentos são organizados pelas professoras que, em seguida, recolhem as críticas, as felicitações e as sugestões daquela semana e as entrega para os representantes de classe, responsáveis por ler em voz alta cada uma delas. Em seguida, ele dá a palavra para que os colegas possam expor suas opiniões sobre o tema.

Há uma regra muito importante e que todos seguem à risca. “Eles têm um protocolo de não citar nomes quando as questões de conflito são tratadas. As crianças não apontam os colegas, apenas citam as situações”, explica a coordenadora Simone Souza da Silva Cordaro.

Após toda a discussão acerca do caso exposto, os alunos passam a sugerir encaminhamentos sobre o tema. Nesse momento, o secretário é o responsável por anotar todas as sugestões, posteriormente registradas em atas.

As funções de representantes e secretários das turmas são decididas democraticamente pelos próprios alunos e as eleições ocorrem de dois em dois meses. Os alunos podem, inclusive, pedir a recontagem de votos, como explica Marcia Regina, professora do quarto ano. “Eu faço contagem visual e coloco na lousa os resultados. Em uma eleição, um dos alunos achou que eu estava contando errado. Eu tive que refazer a contagem, que contou com uma auditoria dos estudantes”, conta Marcia.

Além das assembleias dentro das salas de aula, os representantes também vão a reuniões com a gestão da EMEF e expõem questões pertinentes relacionadas à escola. Após os encontros, os representantes têm a missão de levar para os colegas tudo o que foi resolvido.

Existe um consenso entre a gestão, os professores e os alunos de que as assembleias trouxeram bons frutos em relação às resoluções de conflitos, à convivência, ao estímulo do protagonismo e ao pensamento coletivo.

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