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Crianças do CEI Joaquim Thomé Filho constroem novas formas e espaços de brincar

Ação gerou maior interação entre as crianças e ausência de conflitos durante as atividades

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Crianças do Centro de Educação Infantil (CEI) Joaquim Thomé Filho, da Diretoria Regional de Educação (DRE) Jaçanã / Tremembé, constroem juntas novas formas e espaços de brincar. O início desta ação aconteceu em fevereiro de 2019 por conta dos conflitos existentes entre as crianças nas disputas pelos brinquedos e espaços para brincar.

Cerca de 24 crianças, entre 0 e 3 anos participam desta ação, que segue até o final do ano letivo. Mediadas
pelas Professoras Michelle Mendonça e Nathália Santos, o projeto reestrutura a prática pedagógica e problematiza estereótipos presentes nos materiais da Educação Infantil.

No início do projeto, a turma abriu mão de todos os brinquedos e com a ajuda das famílias e dos Professores, foi surgindo uma nova forma de ocupar e brincar nos diferentes territórios de aprendizagem da escola.

A partir desta ação, o projeto ganhou um nome, "Re/Construir um lugar: de invenção, investigação e pertencimento”, um trabalho que promove o protagonismo das crianças em contato a arte e a natureza, estimulando-as a terem um olhar criativo e sensível sobre o mundo e sobre si mesmas.

No decorrer das atividades, foram estabelecidas rodas de conversa entre as crianças, possibilitando momentos de criação, interação e brincadeiras.

Neste projeto, grande parte dos brinquedos confeccionados são recolhidos da própria natureza: gravetos, pinhas, pedras, madeira, folhas, sementes, flores, cascas de arvores e palha, além disso, as crianças podem escolher
os espaços e quais brincadeiras criadas pela turma serão vivenciadas.

A Professora Michelle Mendonça observou durante as atividades algumas mudanças significativas, como a ausência de conflitos por causa dos objetos, maior interação entre as crianças durante as brincadeiras, e uma constante ressignificação dos objetos nos mais variáveis contextos.

De acordo com a Professora Nathália, havia a necessidade de estabelecer uma proposta mais sensível e que contemplasse a escuta das crianças, gerando transformação nos espaços, resultando em um ambiente acolhedor e inspirador.