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III Seminário de Educação Integral

Iniciativa colocou em destaque estudantes, educadores e representantes de instituições

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A Coordenadoria dos Centros Educacionais Unificados e da Educação Integral (COCEU) da Secretaria Municipal de Educação (SME) promoveu no dia 30 de novembro, na Uninove Vergueiro, o III Seminário de Educação Integral 2018 – tecendo uma rede de cumplicidades para uma Cidade Educadora. A iniciativa colocou em destaque estudantes, educadores e representantes de instituições que promovem iniciativas relacionadas à Educação Integral.

A abertura do encontro contou com a apresentação cultural “A voz e a vez dos estudantes”, do Coletivo VOPO – Vozes Poéticas, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Paulo Carneiro, da Diretoria Regional de Educação (DRE) Jaçanã/Tremembé. O grupo é formado por estudantes do 5º ao 9º ano que participam do projeto de cultura latino-americana realizado semanalmente na escola e liderado pelo Professor de História Felipe Yanez, que há sete anos leciona na EMEF.

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Apresentação do Coletivo Vopo

Na apresentação, os estudantes recitaram poesias autorais e de escritores da literatura marginal que percorrem temáticas como empoderamento feminino e racismo, entre outras questões sociais e políticas, além de poesias românticas.

O Coordenador da COCEU, Rafael Sandalo Palhares, fez a abertura institucional e agradeceu a participação dos jovens do VOPO. “Eles mostram, na prática, aquilo que nós estamos discutindo há tanto tempo sobre Educação Integral e sobre as múltiplas dimensões do sujeito. Quando temos uma apresentação como a do VOPO, nós temos a certeza que estamos no caminho de uma educação transformadora”, comemorou o Coordenador.

Na sequência, foi formada a mesa “Tecendo uma Rede de cumplicidades para uma Cidade Educadora” para o compartilhamento de experiências em Educação Integral.

A primeira a falar foi a Professora e Mestra Marília de Santis, gestora da CEU EMEF Campos Salles. A sua apresentação, “Experiência do Bairro-Escola”, mostrou parte da trajetória de luta social e vitórias democráticas da comunidade do bairro Heliópolis. A partir do engajamento e da valorização da educação, foram conquistados, por exemplo, um conjunto habitacional e o complexo educacional, cultural e esportivo do CEU Heliópolis, que conta com três Centros de Educação Infantil (CEI), Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI), Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF), Escola Técnica (ETEC), Universidade do CEU (UniCEU), Biblioteca, praças e Fablab. Todos os equipamentos foram projetados pelo renomado arquiteto Ruy Ohtake, com a participação dos moradores.


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Marília de Santis, gestora da CEU EMEF Campos Salles


Os estudantes Kauã Cardoso e a Eduarda Primo, do Vopo, falaram sobre a experiência de participarem do projeto de extensão de jornada e abordaram como a poesia periférica e ações culturais e sociais do coletivo influenciam suas trajetórias de vida e de outros jovens. Além disso, comentaram sobre o livro que lançaram em 2017, no qual cerca de 40 estudantes tiveram suas poesias publicadas em uma coletânea.

Dayana Araújo, gestora de projetos do Programa “Cidades Educadoras”, da Associação Cidade Escola Aprendiz, também participou da mesa e abordou o “Currículo da Cidade Educadora”. Ela enfatizou que “Cidade Educadora” é aquela que, para além de suas funções tradicionais, reconhece, promove e exerce um papel educador na vida dos sujeitos, assumindo como desafio permanente a formação integral de seus habitantes. “Na ‘Cidade Educadora’, as diferentes políticas, espaços, tempos e atores são compreendidos como agentes pedagógicos, capazes de apoiar o desenvolvimento de todo potencial humano”, ressaltou Dayana.

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Estudantes Eduarda Primo e Kauã Cardoso 



Por fim, Felipe Arruda, diretor cultural do Instituto Tomie Ohtake, falou sobre o lançamento do 3º Prêmio Territórios, promovido em parceria com a SME com o objetivo de reconhecer, estimular e aprofundar experiências pedagógicas e ações escolares que favoreçam o vínculo da escola com seu território. A premiação está com inscrições abertas até o dia 21 de dezembro.

Na parte da tarde, ocorreu a distribuição dos participantes em salas de trabalho para roda de conversa, comentários e alinhamentos com os mediadores dos Grupos de Trabalho “São Paulo Educadora” e apresentação do Manual Operativo do Programa “São Paulo Integral”. 

O Diretor do Núcleo de Educação Integral, Emanuel Pinheiro Jr, enfatizou que o manual foi apresentado para subsidiar e orientar o trabalho das Unidades Educacionais e CEUs que aderiram ao Programa São Paulo Integral (SPI)2019 no processo de implementação, acompanhamento e organização do programa para o próximo ano. “A intenção é que ele oriente e ajude a traçar um possível percurso de discussão e entendimento das possibilidades do Programa SPI, reorganizado pela Instrução Normativa nº 13/2018, considerando os contextos, identidades e especificidades de cada realidade onde o programa acontece”, disse Emanuel. O documento também apresenta um grupo de perguntas e respostas que poderão ser acrescentadas por outras, no decorrer do ano, como forma de dirimir as dúvidas mais frequentes.


Apresentação do grupo Musicando


Fechando o encontro, os estudantes do projeto Musicando, da EMEF Professor Mário Schönberg, da DRE Santo Amaro, apresentaram o musical “Toca Raul”, um espetáculo que aborda a vida do cantor Raul Seixas - o eterno Maluco Beleza - por meio de dança, música e teatro. O projeto acontece há 10 anos na unidade escolar como atividade de extensão de jornada e já lançou três álbuns: "Onde Tudo Começou" (2013), "Sonho Encantado" (2015) e “Sonho Encantado 2” (2017).

Acesse o Manual Operativo do Programa “São Paulo Integral”.