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‘Programa Fazendo Futuro’ fará repasse de R$ 1,9 milhão para escolas da cidade de São Paulo

Prefeitura anuncia também entrega de 583 impressoras 3D e homenageia professora finalista do ‘Global Teacher Prize'

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De Secretaria Especial de Comunicação

O prefeito Bruno Covas visitou nesta segunda-feira (1) a EMEF Almirante Ary Parreiras, na Zona Sul, onde anunciou o Programa Fazendo Futuro, que fará, por meio da Secretaria Municipal de Educação, o repasse de R$ 1,9 milhão para as escolas públicas paulistanas adquirirem itens práticos para as aulas de tecnologia, como: pilhas, baterias, motores, sensores, interruptores, potenciômetro, Led, resistor e Black board. Também foi iniciada a entrega de impressoras 3D para 583 Laboratórios de Educação Digital, Experimentação e Aprendizagem. O investimento para esses equipamentos foi de R$ 3,8 milhões.Também foi anunciado do repasse de R$ 600 mil para reformas nesta escola.


"A escola não pode apenas combater o analfabetismo, mas também combater o analfabetismo digital e combater o fato de muitas vezes você ter um aluno digital em uma escola analógica. A escola não pode ficar no século passado, precisa entrar no século XXI e essa área de tecnologia e informática é a forma pela qual tornamos as escolas ainda mais atrativas para os alunos", disse o prefeito.


Na ocasião, Covas também faz uma homenagem à professora Débora Garofalo, recentemente indicada como uma das 10 melhores professoras do mundo no “GlobalTeacher Prize”. Débora leciona na EMEF Almirante Ary Parreiras e lá que realiza o projeto que lhe rendeu a indicação: ela orienta os alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental na construção de protótipos móveis, utilizando sucatas coletadas na própria comunidade. O trabalho envolve questões sobre o descarte consciente, a sustentabilidade e conhecimentos sobre programação.


“Desde 2018 quando incluímos no currículo escolar da rede municipal a aprendizagem de informática a cidade de São Paulo já vem demonstrando bons resultados. Poder enviar uma professora pra um concurso internacional mostra o quanto nós estamos em um caminho que o mundo quer seguir”, destacou Covas.


“Percebemos que os equipamentos de robótica foram transformadores, mas as escolas criam e avançam rapidamente, como vimos em várias unidades que usam sucata para protótipos, por isso, as unidades de ensino optaram pela liberdade de criar”, afirma João Cury, secretário municipal de educação.


A rede conta com vários exemplos exitosos desse programa, sendo um deles a professora Débora Garofalo. “Eu sempre acreditei no uso da tecnologia como forma de educar, o trabalho continuará agora com um foco maior nas especificidades da minha região”, afirma Garofalo. Com o projeto Robótica com Sucata, a docente e seus alunos já retiraram das ruas da Vila Babilônia mais de 1 tonelada de inservíveis que se tornaram matéria prima para os robôs criados pelos alunos.


Escola Digital

Os Laboratórios de Educação Digital, Experimentação e Aprendizagem (LED) são parte do tripé do projeto Escola Digital, que conta também com a ampliação da conectividade e velocidade de internet nas escolas da rede municipal e com o novo Currículo da Cidade, que inclui aulas de programação do 1º ao 9º ano Ensino Fundamental.


A secretaria investiu em um projeto piloto, realizado em parceria com a Fundação Lemann, e criou os laboratórios de: CEU EMEF Pera Marmelo – DRE Pirituba, CEU EMEF Feitiço da Vila – DRE Campo Limpo e CEU EMEF José Saramago – DRE Campo Limpo. A partir dessa experiência foi traçada a estratégia de ampliação para os demais laboratórios da rede.


Em seu inédito Eixo Digital, o novo Currículo da Cidade desenvolve habilidades exigidas para o século 21, como letramento digital, linguagem de programação e ética nas redes. Para desenvolver a disciplina, os Professores Orientadores de Informática Educativa (Poies) passaram por formação específica, como a introdução da cultura maker.

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