A Secretaria Municipal de Educação (SME) está implantando uma nova ferramenta para avaliar o desempenho de Escolas de Ensino Fundamental e estudantes da rede municipal de ensino. O Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana (IDEP), de maneira inédita, irá considerar a proficiência dos estudantes a partir da Prova São Paulo e também os dados dos territórios, como nível socioeconômico e a complexidade de gestão de cada unidade.

Atualmente, a SME considera como indicador o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que é formado a partir dos resultados do Saeb e da taxa de aprovação dos estudantes. O IDEB é um indicador que serviu para nortear diversas ações das redes de ensino no Brasil, porém, ele será substituído a partir de 2021.

Em razão disso, o IDEP refletirá melhor o desempenho dos estudantes para o estabelecimento de metas para cada escola.

O novo indicador para a rede pública paulistana será composto por: proficiência apurada dos estudantes do 3º ao 9º anos na Prova São Paulo, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências da Natureza; nível Socioeconômico (Inse) da escola disponibilizados pelo INEP a partir dos questionários do Saeb e Indicador de Complexidade da Gestão (ICG) fornecidos pelo INEP, que calcula o quão complexa é a administração de cada escola.

Para estabelecer as metas das escolas foram agrupadas primeiramente o seu nível socioeconômico e divididas dentro destes em níveis de acordo com o seu ICG, posteriormente foram considerados os resultados das Provas São Paulo 2017 e 2018 para o estabelecimento das metas. Os objetivos de cada Escola serão revisados a cada 5 anos.

Para a coordenadora pedagógica Minéa Fratelli o IDEP mostrará de forma mais realista o desempenho pedagógico da rede municipal. “O IDEB é um índice importante, mas que foi criado há mais de 10 anos e não consideras as diferenças do território em uma cidade tão grande quanto São Paulo. A expectativa é que possamos apoiar as escolas e respeitar sua individualidade”, destacou.

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